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Posts Tagged ‘toucinho’

As terras do Paraná acolheram várias levas de imigrantes, italianos, japoneses, alemães, poloneses e ucranianos.

Curitiba, a capital do Estado, é a segunda cidade do mundo com o maior número de descendentes de poloneses, perdendo apenas para Chicago nos Estados Unidos. Com esses imigrantes vieram os pratos pirogi, prigo e o goulash.

O Paraná também foi o local de maior concentração de imigrantes ucranianos do Brasil, que se fixaram nos municípios de Prudentópolis, Guarapuava e Curitiba. Seus pratos mais calóricos, com o intuito de aquecer, como o borscht, se adaptaram muito bem ao clima frio do Paraná.

Entre os séculos XVIII e XIX a principal atividade econômica era o tropeirismo que tinha a sua rota entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste para vender o charque. Os tropeiros, pelas longas viagens, levavam alimentos não perecíveis ou, ao menos, mais duráveis, o charque, a farinha de mandioca, o milho, o toucinho, o arroz, o feijão os quais originaram pratos como o arroz de carreteiro, a paçoca de charque, o feijão tropeiro e a quirera, mais encontrada nas cidades de Castro, Campo Largo, Ponta Grossa, Tibagi e Lapa, tiveram o pinhão, lembrança deixada pelos índios, acrescentado as receitas dos tropeiros.

A carne de porco é presente em pratos como o lombo com pinhão, porco no tacho. Também são apreciados churrasco de costela bovina, quirera com costela de porco frito ou na versão lapina, com manjerona.

O Barreado, um dos pratos mais típicos do Paraná, um cozido bem temperado que foi criado no século XVVIII e foi comido pela primeira vez no litoral do Estado durante festas e comemorações. É feito com cortes menos nobres da carne do boi, como o músculo, patinho ou acém, a carne e os outros ingredientes são cozidos durante doze horas em uma panela de barro que tem a sua tampa “barreada” (vedada com goma de farinha de mandioca), a panela é enterrada em um buraco no chão forrado com folhas verdes, sobre o qual é acesa um fogueira. Ao final do cozimento a carne se desmancha e é servida com farinha de mandioca, banana e rodelas de laranja e para beber, cachaça de banana.

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A cozinha mineira possui elementos que a tornam bem característica, o forno a lenha, a panela de barro, pedra sabão ou ferro. Sendo os pratos mais tradicionais o angu, o tutu de feijão, o frango ao molho pardo e, não podendo esquecer do prato mais característico do Estado, o pão-de-queijo.

Usa-se muito a couve, a cebola, a salsinha, ambos plantados no próprio quintal.

Tropeiros e garimpeiros trouxeram alimentos capazes de serem conservados como toucinho, farinha de mandioca, açúcar, feijão, milho e carne seca. A dieta então era composta de feijão cozido junto com a carne seca, misturados a farinha de mandioca, originando um dos pratos mineiros mais conhecidos, o feijão-tropeiro.

A culinária mineira tradicional surgiu em cidades onde havia a mineração, hoje cidades histórica, como Diamantina, Mariana, São João Del Rey, Tiradentes, Sabará, Ouro Preto, Santa Luzia.

Minas, porém, tem uma culinária menos famosa, nas cidades a margem dos rios São Francisco, Paracatu, Jequitinhonha, Doce e Murici, peixes como curimatá, dourado, pacu, bagre, piau e, principalmente surubim e traíra consumidos em moquecas, fritos na brasa ou na forma mais tradicional, a paçoca, através de uma técnica indígena onde o peixe é frito e levado ao pilão para ser socado com farinha de milho ou mandioca até virar uma pasta úmida.

Biscoito de polvilho, broa de fubá com erva doce, curau, pamonha, canjica com leite, biscoitinhos de argolinhas mineiras, mentiras, pão de ló d’água, bolo de fubá e inhame e roscas variadas.

Um fato que chama a atenção é que o mineiro não tem o habito de tomar leite, costume que vem de séculos passados, onde se acreditava que o leite, assim como a manteiga fazia mal à saúde, motivo pelo qual o queijo, consumido fresco ou curado, sendo as variações mais conhecidas, minas (ou fescal), reino e do sino, se tornou tão popular no Estado. Outro habito dos mineiros é o de consumir muito café.

O triângulo mineiro é local de criação de gado de corte. Típica de Montes Claros é a carne serenada. Nas estâncias hidrominerais, Poços de Caldas e Guaxupé predominam os doces. Na Serra da Mantiqueira, em cidades com Monte verde e Gonçalves, as trutas são as estrelas.

Um ponto importante é que na culinária mineira, a fartura é um elemento importantíssimo.

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 Desde a fundação de sua primeira vila, a Vila de São Vicente, até o ciclo do café, os  hábitos alimentares de São Paulo não mudaram muito.

A criação de porcos e galinhas e o cultivo de mandioca, milho, cará e feijão foram  costumes trazidos pelos jesuítas. Frutos consumidos pelos indígenas como pinhão,  jabuticaba, araçá, pitanga e cambuci também fora incorporados a culinária. Os  bandeirantes, pelas longas viagens disseminaram uma dieta composta por alimentos  não perecíveis, feijão, carne de vaca e toucinho, que  unidos aos ingredientes  introduzidos pelos indígenas gerou o prato paulista mais conhecido: o virado de feijão.  Além do virado também eram consumidos leitões (à pururuca), frangos, cuscuz de legumes, mandioca frita, arroz de carreteiro, paçoca de carne seca e arroz com suã.

O milho aparece em pratos salgados e doces como pamonha, cural e canjica.

Algumas regiões do Estado possuem pratos específicos, como nas serras da Bocaina e da Mantiqueira, pratos com contrafilé cozido com pinhão e o frango da revolução são muito comuns. No vale do Paraíba temos o afogado. Sua culinária tem influencia indígena, africana e portuguesa.

Os doces mais tradicionais nos remetem aos tempos coloniais como paçoca de amendoim, marmelada, bananada, doce de batata-doce e abóbora, compotas de goiaba, bolinho de chuva, arroz doce, biscoito de polvilho, pão de ló, e creme de ovos.

No litoral norte a dieta era composta por peixe, farinha de mandioca e frutas, com receitas como peixe assado na folha da bananeira, peixe com banana, tainha na brasa, azul marinho, sendo o pirão o acompanhamento dessas receitas. Na baixada santista, influenciada mais intensamente pelos portugueses, encontramos a caldeirada de peixe e frutos do mar, os ensopados e o bolinho de bacalhau ou peixe fresco.

Com o final da escravidão, chegaram os imigrantes trazendo sua cultura e influenciando a culinária paulista, italianos, poloneses, espanhóis, japoneses e libaneses trouxeram o hábito de consumir massas, fubá, presunto, mortadela e outros embutidos e também hortaliças (por parte dos italianos). Pelos japoneses o consumo de chá e o pastel, tornando-se bastante popular. Sírios e Libaneses trouxeram as esfiras e os quibes.

Vale lembrar que a capital do Estado, São Paulo, é considerada a capital da gastronomia, possuindo restaurantes típicos de todas as partes do mundo.

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