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Posts Tagged ‘paranaense’

O barreado ou carne barreada é um prato típico do litoral paranaense, sendo o mais tradicional do estado.

A simplicidade na preparação do prato garantiu que a receita fosse mantida com os mesmos ingredientes e características. Uma das suas características é que mesmo requentado mantém o seu sabor. Durante os dias de festa do fandango, o prato era reaquecido a cada refeição. O sabor não se perde, pois o caldo grosso que se forma é que mantém o sabor da carne.

O prato consiste em uma carne cozida, servida com arroz  e farinha de mandioc. O segredo na preparação é o tempo de cozimento na panela de barro – cerca de vinte horas – o suficiente para desfiar toda a carne. Depois de cozida, as fibras da carne se soltam resultando em um caldo grosso e saboroso. Para manter o sabor da carne, é preciso vedar a panela com uma massa de farinha e água, um barro preparado para manter o vapor dentro da panela.
Tradicionalmente o prato é acompanhado de frutas: bananas (com banana o gosto se completa) elaranjas. A cachaça de banana pode ser servida como aperitivo. Como entrada ao prato principal, pode ser servido o bolinho de barreado (bolinho frito recheado com banana amassada e a carne do barreado).

Os locais tradicionais do Estado do Paraná onde encontra-se com facilidade o barreado são as cidades de Morretes, onde o prato é mais conhecido, porem também encontra-se nas cidades vizinhas em alguns restaurantes: Antonina e Paranaguá.

Ingredientes:

2 kg de paleta bovina desossada
300 g de bacon   fatiado
2 unidades de cebola
3 cabeças de alho
4 folhas de louro
1 colher (chá) de cominho
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca

Massa

2 xícaras (chá) de farinha de mandioca crua
1 xícaras (chá) de farinha de trigo
quanto baste de água

Modo de preparo:

Corte a carne em pequenos cubos. Bata a cebola e o alho no liquidificador com um pouco de água. Cubra o fundo de uma panela grande com o bacon. Coloque um pouco de carne, tempere com o cominho, o louro, o sal, a pimenta e cubra com um pouco da cebola e do alho. Faça mais duas outras camadas até acabar os ingredientes. Adicione água até cobrir 5 cm acima da carne. Feche a panela, vede com a massa e coloque para cozinhar em fogo alto por 3 horas e fogo baixo por sete horas. Deixe descansar por oito horas com a panela fechada. 

Massa

Misture as farinhas e vá despejando água até obter uma massa que deve ser grossa o suficiente para vedar a panela do Barreado.

Às vezes a farinha usada para vedar a panela acaba se desgrudando, deixando o vapor escapar. Antigamente as pessoas sapecavam uma folha de bananeira no fogo para amolecer e amarravam na boca da panela para ajudar a vedar. Se você não tiver uma folha de bananeira, você poderá utilizar celofane próprio para cozimento e colocar um peso sobre a tampa da panela.

Modo de servir:

Coloca-se um pouco de farinha de mandioca no fundo do prato e acrescenta-se o caldo misturando bem. Em cima desse pirão sirva a carne desfiada, acompanhado de banana, laranja e arroz.

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As terras do Paraná acolheram várias levas de imigrantes, italianos, japoneses, alemães, poloneses e ucranianos.

Curitiba, a capital do Estado, é a segunda cidade do mundo com o maior número de descendentes de poloneses, perdendo apenas para Chicago nos Estados Unidos. Com esses imigrantes vieram os pratos pirogi, prigo e o goulash.

O Paraná também foi o local de maior concentração de imigrantes ucranianos do Brasil, que se fixaram nos municípios de Prudentópolis, Guarapuava e Curitiba. Seus pratos mais calóricos, com o intuito de aquecer, como o borscht, se adaptaram muito bem ao clima frio do Paraná.

Entre os séculos XVIII e XIX a principal atividade econômica era o tropeirismo que tinha a sua rota entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste para vender o charque. Os tropeiros, pelas longas viagens, levavam alimentos não perecíveis ou, ao menos, mais duráveis, o charque, a farinha de mandioca, o milho, o toucinho, o arroz, o feijão os quais originaram pratos como o arroz de carreteiro, a paçoca de charque, o feijão tropeiro e a quirera, mais encontrada nas cidades de Castro, Campo Largo, Ponta Grossa, Tibagi e Lapa, tiveram o pinhão, lembrança deixada pelos índios, acrescentado as receitas dos tropeiros.

A carne de porco é presente em pratos como o lombo com pinhão, porco no tacho. Também são apreciados churrasco de costela bovina, quirera com costela de porco frito ou na versão lapina, com manjerona.

O Barreado, um dos pratos mais típicos do Paraná, um cozido bem temperado que foi criado no século XVVIII e foi comido pela primeira vez no litoral do Estado durante festas e comemorações. É feito com cortes menos nobres da carne do boi, como o músculo, patinho ou acém, a carne e os outros ingredientes são cozidos durante doze horas em uma panela de barro que tem a sua tampa “barreada” (vedada com goma de farinha de mandioca), a panela é enterrada em um buraco no chão forrado com folhas verdes, sobre o qual é acesa um fogueira. Ao final do cozimento a carne se desmancha e é servida com farinha de mandioca, banana e rodelas de laranja e para beber, cachaça de banana.

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