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Posts Tagged ‘pamonha’

Pamonha é um quitute feito de milho verde, comum em todo o território brasileiro, principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e em todos os Estados do Nordeste.

Piracicaba se tornou famosa por sua grande produção de pamonhas e pelo marketing das “pamonhas de Piracicaba” nos anos 60 e 70 quando a familia Rodrigues fabricava mais de 5.000 pamonhas diariamente para serem distribuidas por todo o estado de São Paulo. Tornar-se-iam nacionalmente conhecidas as chamadas dos alto-falantes dos vendedores: “Pamonhas, pamonhas fresquinhas, pamonhas de Piracicaba, é o puro creme do milho!, venham experimentar estas delícias… Pamonhas, Pamonhas, Pamonhas…”.

A maior pamonha do mundo tinha 408Kg e foi produzida para a 17ª Festa do Milho Verde na cidade de Santo Amaro da Imperatriz, em Santa Catarina!

A pamonha pode ser consumida salgada ou doce, porém hoje separei para vocês a receita da pamonha doce. Espero que gostem!

Ingredientes:

4 espigas de milho verde
2 gemas
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
sal a gosto
2 xícaras (chá) de leite de coco
2 palhas de milho (para envolver)

Modo de preparo:

Rale o milho verde e passe-o em uma peneira.

Em um recipiente junte o milho (peneirado), as gemas, o açúcar, a manteiga, o sal e o leite de coco e misture-os bem. Após isso reserve.

Derrame a massa sobre a palha. Dobre a palha e amarre-a com um barbante.

Em uma panela grande, coloque bastante água e, quando estiver fervendo, cozinhe as pamonhas por aproximadamente 1 hora. Retire-as com uma escumadeira e sirva-as frias.

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Uma festa popular é um ato de preservação das tradições de um povo. Um dos aspectos que mais caracterizam as tradições é a culinária. No Brasil não é diferente, cada Estado  tem a culinária específica para cada festa.

Janeiro

A Festa de Reis é comemorada em todo o país. Tradicionalmente, em comemoração a São Sebastião come-se bacalhau no Pará, na Bahia, no Ceará e no Maranhão.

 

 

 

 

Fevereiro

O Carnaval é comemorado de varias formas por todas as partes do país, os mais famosos são os comemorado no Rio de Janeiro e na Bahia. Na Bahia come-se filhoses, bolinhos de trigo com ovos e manteiga, escaldado em água fervente, depois frito e servidos com calda de açúcar, cravo, erva-doce e canela.

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                            

 Março/Abril

 É comemorada a Semana Santa, onde na sexta-feira da Paixão não se come carne vermelha, aumentando bastante o consumo de peixes, principalmente o bacalhau. No Espírito Santo come-se a torta capixaba que leva peixes e mariscos.

 

 

 

 

Maio

 A Festa do Divino Espírito Santo é comemorada em todo o Brasil. E Pirenópolis, GO é ser galinha, empadão goiano, arroz com pequi e leitão à pururuca. Em Diamantina, MG há pão de queijo, feijão de tropeiro e bolo de fubá.

 

 

                                                                                                                                                                                             

 Junho

Na Festa Junina, onde são comemorados alguns santos, são servidos diversos pratos a base de milho, muguzá doce e salgado, canjica, cuscuz, curau, pamonha, pé-de-moleque, doce de batata-doce, jerimum, arroz doce e bolos.

  

 

 

                                                                                                                                                                                                                                  

 Julho 

Em São Paulo, SP, mais especificamente no bairro da liberdade, bairro com a maior concentração de descendentes de japoneses, comemora-se a Tanabata Matsuri (a Festa das Estrelas).

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                 

 Agosto

Em São Paulo, SP, mais especificamente no bairro do Bexiga, bairro com a maior concentração de descendentes de Italianos, comemora-se a  Festa de Nossa Senhora da Achiropita onde come-se comidas típicas do sul da Itália, principalmente massas. No centro do Xingu, MT é realizada a maior festa indígena do Brasil o Quarup onde come-se peixes moqueado e mandioca.

 

 

                                                                                                                                                                                                              

 Setembro

 Em Porto Alegre, RS é comemorada a Semana Farroupilha com shows pratos e danças típicas. Em Alter do Chão, PA é comemorada a Festa do Sairé com pratos feitos com peixes da Região.

 

 

                                                                                                                                                                                                               

 Outubro

Na cidade de Belém, PA comemora-se o Círio de Nazaré onde é servido o pato no tucupi, a maniçoba, e o tacaca. Em Blumenau, SC é comemorada a Oktoberfest, onde são servidos o marreco com repolho roxo, eisben e kassler e muita cerveja. Em Itajaí, SC comemora-se a Marejada, na qual são apreciados o bolinho de bacalhau e a sardinha na brasa.

 

 

                                                                                                                                                                                                                 

 

 Novembro/Dezembro

 O final do ano trás o ciclo natalino, o qual é marcado pela presença do peru, do frango, do leitão, do pernil, das frutas cristalizadas ou secas, e o panetone em todas as Regiões do Brasil.

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O Sergipe é o menor Estado brasileiro e sua culinária é muito semelhante a culinária de outros Estados da Região Nordeste, mais especificamente Bahia, Pernambuco e Alagoas. Seus pratos principais são as moquecas, as frigideiras e as peixadas.

As moquecas sergipanas levam em suas receitas os pecados, a arraia, o pitu e o surubim (encontrados nos Rios Real e São Francisco, os mais importantes do Estado).

O coco é empregado na preparação das moquecas, dos ensopados, das peixadas e da caranguejada (sendo utilizados os caranguejos guaiamum, uçá e o siri  – encontrados nos mangues próximos a foz do Rio São Francisco), tendo por acompanhamento o pirão.

No sertão o forte é a carne de sol, podendo ser assada ou frita na manteiga-de-garafa e como acompanhamento o pirão de leite com farinha de mandioca e a macaxeira cozida.

O milho também é muito apreciado, assado ou cozido e também sendo ingrediente de bolos, canjicas, pamonhas, curaus, cuscuzes, e muguzás.

As frutas são bem variadas, sendo mais usado o caju em calda, cristalizado ou desidratado. A mangaba e o jenipapo são bastante usados em sorvetes e doces. Além dessas há o umbu, majalão, murici, jabuticaba, cajá, pitomba, ubaia, também utilizados no preparo de doces e sorvetes.

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Começou a ser colonizada em 1585 e o seu marco inicial foi o Forte de São Felipe, construído para de se fender dos ataques franceses.

A culinária paraibana tem influencia portuguesa, indígena e africana, utiliza-se ingredientes como a mandioca, a carne de sol e o milho. Dos portugueses veio o preparo dos caldos e ensopados, principalmente de peixes e frutos do mar. Dos índios o uso da mandioca, do milho e carnes dos pescados e das caças. Dos africanos a utilização do coco, do azeite-de-dendê e da pimenta.

Os pratos que representam a culinária paraibana são as pescadas, os ensopados de frutos do mar e as preparações com carne seca, como a paçoca, ou assada ou frita na manteiga-de-garrafa, acompanhada de farinha de mandioca.

No litoral há grande número de espécies de peixes e frutos do mar, beijupirá, pescada, badejo, arraia, agulha, cavala, camarões, lagostas e caranguejos. Nas peixadas é utilizado o leite de coco e temperos verdes (cebolinha, salsinha e coentro), na composição do molho, além da cebola, do urucum e fubá, é acompanhada de arroz branco e pirão. Os peixes são fritos ou assados. O camarão, a lagosta, a lula e as outras são preparado com leite de coco. Porém o prato mais típico do litoral paraibano é o ensopado de caranguejo.

Devido à escassez de alimentos vegetais e frescos no sertão, a culinária é à base de carne de sol (feita de carne de boi, carneiro ou bode).

Em especial, a cidade de Cabaceiras tem o maior rebanho caprino, por ter o menor índice pluviométrico do Brasil, sendo estes animais mais resistentes a essa condição. Com a carne do gado caprino são feitos cabrito assado, carne de sol de cabrito, lingüiça e buchada. Curiosamente, também existem a pizza de bode e o sanduíche Mcbode.

É também muito consumida a galinha caipira.

Com o milho é preparado o xerém, a canjica, a pamonha e o cuscuz.

O queijo coalho e a manteiga-de-garrafa estão presentes em quase todas as receitas.

Como doces e sobremesas temos a cartola, a pamonha, o pé-de-moleque, a tapioca com recheio doce, o queijo coalho assado com mel de engenho, a torta de castanha de caju, a coalhada com rapadura e os doces de caju, goiaba e outras frutas regionais.

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A maior influência da culinária capixaba é a indígena, com algumas técnicas de preparo portuguesas e pouca participação africana.

A base da alimentação são os peixes, o palmito, o urucum, a farinha de mandioca, o milho e os frutos do mar, originando a receita mais popular, a moqueca capixaba – preparada em uma panela de barro se utilizando de muito coentro, diferente da baiana, não leva azeite-de-dendê e nem leite de coco. Os peixes preferidos para o preparo são o badejo, o robalo, o namorado, a garoupa ou o cação. Feitos com os frutos do mar estão as moquecas de camarão, siri, lagosta, caranguejo e de sururu. Para acompanhar é feito um pirão da cabeça do peixe, em especial, a moqueca de garoupa é acompanhada por banana-da-terra.

Outros pratos são a moqueca de siri, o pitu (camarão de água doce) com raspas de coco, a caranguejada, o mingau de folhas, o peroá frito com farinha de milho e a sopa de frutos do mar. A banana-da-terra é apreciada tanto em pratos doces, quanto em pratos salgados e é a fruta mais presente nas receitas.

A torta capixaba também um prato muito característico, feita com vários frutos do mar e é muito apreciada na Semana Santa.

As sobremesas e doces aproveitam os ingredientes locais, a banana-da-terra, servida com canela e açúcar, com a mandioca-puba é preparado um bolo, do milho-verde faz-se a pamonha e da mandioca os bijus e o cuscuz de tapioca.

Temos ainda o pirão de cará, o muxá e a machocota.

Na serra, além da influencia portuguesa, encontramos elementos italianos, prussianos, holandeses e poloneses. Dos italianos, que ficaram na região de Venda Nova do Imigrante e Serra Teresa, ficaram os risotos, polentas, queijo (parmesão principalmente), massas e vinhos e em pratos como tortei de abóbora, a sopa de capeletti, com caldo de galinha e a pavesi. Por haverem poucas vendas, eles mesmos produziam queijos, fubá, massas, vinhos e embutidos (como o sacol, alimento típico da cidade, feito de lombo de porco, pimenta e alho).

Do outro lado da serra, na cidade de Domingos Martins, onde se tem influência italiana e alemã, sendo aprendido com os alemães o processo de fabricação de lingüiça e defumados como chucrute, gulash, eisben, brevidades, geléias e doces, como apfstrudel. Receitas alemãs no Estado são o kloss de batata e o brote.

No interior do Estado encontramos a canjiquinha com costela de porco e o frango com quiabo.

E por influencia baiana, no litoral encontramos o bobó de camarão e o vatapá.

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Os primeiros colonizadores foram os bandeirantes com a descoberta do ouro na  região.  A união das culinárias dos bandeirantes e a nativa resultou no que hoje  conhecemos como culinária goiana. Dos mineiros e paulistas (bandeirantes) pratos a  base de feijão, carne seca e de porco. E o cardápio nativo, dos indígenas, a base de  milho e mandioca.

Na culinária goiana são aproveitados produtos típicos do cerrado como: guariroba e  principalmente o pequi (chamando assim a atenção pela cor amarela, aroma e sabor  forte) usado nas receitas de galinhada com pequi e arroz com pequi, além do açafrão,  muito usado nas cidades do sul do estado. A guariroba, um palpito amargo compõe  outro prato típico: o empadão goiano. Outros pratos encontrados são o arroz com suã  e o arroz Maria Izabel.

A carne suína é muito apreciada, a linguiça, o torresmo, o leitão á pururuca, a leitoa recheada, feijoada tradicional e a de feijão branco.

A carne seca com cebola, alho e mandioca compõem o quibebe goiano. Peixe de água doce com o preparo mais tradicional sendo feito na telha e acompanhados por pirão também fazem parte do cardápio.

O milho está presente no angu, cural, suco de milho verde, sopa e principalmente na pamonha, sendo a preferência goiana pela pamonha salgada recebendo até recheios como queijo e linguiça.

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 Desde a fundação de sua primeira vila, a Vila de São Vicente, até o ciclo do café, os  hábitos alimentares de São Paulo não mudaram muito.

A criação de porcos e galinhas e o cultivo de mandioca, milho, cará e feijão foram  costumes trazidos pelos jesuítas. Frutos consumidos pelos indígenas como pinhão,  jabuticaba, araçá, pitanga e cambuci também fora incorporados a culinária. Os  bandeirantes, pelas longas viagens disseminaram uma dieta composta por alimentos  não perecíveis, feijão, carne de vaca e toucinho, que  unidos aos ingredientes  introduzidos pelos indígenas gerou o prato paulista mais conhecido: o virado de feijão.  Além do virado também eram consumidos leitões (à pururuca), frangos, cuscuz de legumes, mandioca frita, arroz de carreteiro, paçoca de carne seca e arroz com suã.

O milho aparece em pratos salgados e doces como pamonha, cural e canjica.

Algumas regiões do Estado possuem pratos específicos, como nas serras da Bocaina e da Mantiqueira, pratos com contrafilé cozido com pinhão e o frango da revolução são muito comuns. No vale do Paraíba temos o afogado. Sua culinária tem influencia indígena, africana e portuguesa.

Os doces mais tradicionais nos remetem aos tempos coloniais como paçoca de amendoim, marmelada, bananada, doce de batata-doce e abóbora, compotas de goiaba, bolinho de chuva, arroz doce, biscoito de polvilho, pão de ló, e creme de ovos.

No litoral norte a dieta era composta por peixe, farinha de mandioca e frutas, com receitas como peixe assado na folha da bananeira, peixe com banana, tainha na brasa, azul marinho, sendo o pirão o acompanhamento dessas receitas. Na baixada santista, influenciada mais intensamente pelos portugueses, encontramos a caldeirada de peixe e frutos do mar, os ensopados e o bolinho de bacalhau ou peixe fresco.

Com o final da escravidão, chegaram os imigrantes trazendo sua cultura e influenciando a culinária paulista, italianos, poloneses, espanhóis, japoneses e libaneses trouxeram o hábito de consumir massas, fubá, presunto, mortadela e outros embutidos e também hortaliças (por parte dos italianos). Pelos japoneses o consumo de chá e o pastel, tornando-se bastante popular. Sírios e Libaneses trouxeram as esfiras e os quibes.

Vale lembrar que a capital do Estado, São Paulo, é considerada a capital da gastronomia, possuindo restaurantes típicos de todas as partes do mundo.

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