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Posts Tagged ‘feijão tropeiro’

Desde o período colonial, o transporte das mais diversas mercadorias era feito por tropas a cavalo ou em lombos de burros. Os homens que guiavam esses animais eram chamados de tropeiros. Até a metade do século XX, eles cortaram ainda boa parte do estado de São Paulo, conduzindo gado. O feijão misturado a farinha de mandioca, torresmo, lingüiça, ovos, alho, cebola e temperos, tornou-se um prato básico do cardápio desses homens. Daí a origem do nome feijão tropeiro, numa referência direta aos integrantes do movimento tropeirista paulista.

Ingredientes:

500g de feijão-carioca ou roxinho
200g de toucinho defumado ou bacon
5 ovos
1 concha de gordura de porco (ou óleo de canola ou de milho)
4 dentes de alho picado
1 cebola média em cubinhos
1 colher (sopa) de sal
200g de farinha de mandioca
salsinha e cebolinha picadas a gosto
pimenta a gosto

Modo de preparo:

Cozinhe o feijão e reserve.

Frite o toucinho e também reserve. Na mesma gordura, acrescente a gordura de porco e doure o alho a cebola e o sal. Refogue o feijão por cerca de 5 minutos. Acrescente a farinha de mandioca aos poucos. Decore com o toucinho, os ovos, a salsinha e a cebolinha.

Sirva com lingüiça frita e couve refogada

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Uma festa popular é um ato de preservação das tradições de um povo. Um dos aspectos que mais caracterizam as tradições é a culinária. No Brasil não é diferente, cada Estado  tem a culinária específica para cada festa.

Janeiro

A Festa de Reis é comemorada em todo o país. Tradicionalmente, em comemoração a São Sebastião come-se bacalhau no Pará, na Bahia, no Ceará e no Maranhão.

 

 

 

 

Fevereiro

O Carnaval é comemorado de varias formas por todas as partes do país, os mais famosos são os comemorado no Rio de Janeiro e na Bahia. Na Bahia come-se filhoses, bolinhos de trigo com ovos e manteiga, escaldado em água fervente, depois frito e servidos com calda de açúcar, cravo, erva-doce e canela.

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                            

 Março/Abril

 É comemorada a Semana Santa, onde na sexta-feira da Paixão não se come carne vermelha, aumentando bastante o consumo de peixes, principalmente o bacalhau. No Espírito Santo come-se a torta capixaba que leva peixes e mariscos.

 

 

 

 

Maio

 A Festa do Divino Espírito Santo é comemorada em todo o Brasil. E Pirenópolis, GO é ser galinha, empadão goiano, arroz com pequi e leitão à pururuca. Em Diamantina, MG há pão de queijo, feijão de tropeiro e bolo de fubá.

 

 

                                                                                                                                                                                             

 Junho

Na Festa Junina, onde são comemorados alguns santos, são servidos diversos pratos a base de milho, muguzá doce e salgado, canjica, cuscuz, curau, pamonha, pé-de-moleque, doce de batata-doce, jerimum, arroz doce e bolos.

  

 

 

                                                                                                                                                                                                                                  

 Julho 

Em São Paulo, SP, mais especificamente no bairro da liberdade, bairro com a maior concentração de descendentes de japoneses, comemora-se a Tanabata Matsuri (a Festa das Estrelas).

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                 

 Agosto

Em São Paulo, SP, mais especificamente no bairro do Bexiga, bairro com a maior concentração de descendentes de Italianos, comemora-se a  Festa de Nossa Senhora da Achiropita onde come-se comidas típicas do sul da Itália, principalmente massas. No centro do Xingu, MT é realizada a maior festa indígena do Brasil o Quarup onde come-se peixes moqueado e mandioca.

 

 

                                                                                                                                                                                                              

 Setembro

 Em Porto Alegre, RS é comemorada a Semana Farroupilha com shows pratos e danças típicas. Em Alter do Chão, PA é comemorada a Festa do Sairé com pratos feitos com peixes da Região.

 

 

                                                                                                                                                                                                               

 Outubro

Na cidade de Belém, PA comemora-se o Círio de Nazaré onde é servido o pato no tucupi, a maniçoba, e o tacaca. Em Blumenau, SC é comemorada a Oktoberfest, onde são servidos o marreco com repolho roxo, eisben e kassler e muita cerveja. Em Itajaí, SC comemora-se a Marejada, na qual são apreciados o bolinho de bacalhau e a sardinha na brasa.

 

 

                                                                                                                                                                                                                 

 

 Novembro/Dezembro

 O final do ano trás o ciclo natalino, o qual é marcado pela presença do peru, do frango, do leitão, do pernil, das frutas cristalizadas ou secas, e o panetone em todas as Regiões do Brasil.

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As terras do Paraná acolheram várias levas de imigrantes, italianos, japoneses, alemães, poloneses e ucranianos.

Curitiba, a capital do Estado, é a segunda cidade do mundo com o maior número de descendentes de poloneses, perdendo apenas para Chicago nos Estados Unidos. Com esses imigrantes vieram os pratos pirogi, prigo e o goulash.

O Paraná também foi o local de maior concentração de imigrantes ucranianos do Brasil, que se fixaram nos municípios de Prudentópolis, Guarapuava e Curitiba. Seus pratos mais calóricos, com o intuito de aquecer, como o borscht, se adaptaram muito bem ao clima frio do Paraná.

Entre os séculos XVIII e XIX a principal atividade econômica era o tropeirismo que tinha a sua rota entre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste para vender o charque. Os tropeiros, pelas longas viagens, levavam alimentos não perecíveis ou, ao menos, mais duráveis, o charque, a farinha de mandioca, o milho, o toucinho, o arroz, o feijão os quais originaram pratos como o arroz de carreteiro, a paçoca de charque, o feijão tropeiro e a quirera, mais encontrada nas cidades de Castro, Campo Largo, Ponta Grossa, Tibagi e Lapa, tiveram o pinhão, lembrança deixada pelos índios, acrescentado as receitas dos tropeiros.

A carne de porco é presente em pratos como o lombo com pinhão, porco no tacho. Também são apreciados churrasco de costela bovina, quirera com costela de porco frito ou na versão lapina, com manjerona.

O Barreado, um dos pratos mais típicos do Paraná, um cozido bem temperado que foi criado no século XVVIII e foi comido pela primeira vez no litoral do Estado durante festas e comemorações. É feito com cortes menos nobres da carne do boi, como o músculo, patinho ou acém, a carne e os outros ingredientes são cozidos durante doze horas em uma panela de barro que tem a sua tampa “barreada” (vedada com goma de farinha de mandioca), a panela é enterrada em um buraco no chão forrado com folhas verdes, sobre o qual é acesa um fogueira. Ao final do cozimento a carne se desmancha e é servida com farinha de mandioca, banana e rodelas de laranja e para beber, cachaça de banana.

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A cozinha mineira possui elementos que a tornam bem característica, o forno a lenha, a panela de barro, pedra sabão ou ferro. Sendo os pratos mais tradicionais o angu, o tutu de feijão, o frango ao molho pardo e, não podendo esquecer do prato mais característico do Estado, o pão-de-queijo.

Usa-se muito a couve, a cebola, a salsinha, ambos plantados no próprio quintal.

Tropeiros e garimpeiros trouxeram alimentos capazes de serem conservados como toucinho, farinha de mandioca, açúcar, feijão, milho e carne seca. A dieta então era composta de feijão cozido junto com a carne seca, misturados a farinha de mandioca, originando um dos pratos mineiros mais conhecidos, o feijão-tropeiro.

A culinária mineira tradicional surgiu em cidades onde havia a mineração, hoje cidades histórica, como Diamantina, Mariana, São João Del Rey, Tiradentes, Sabará, Ouro Preto, Santa Luzia.

Minas, porém, tem uma culinária menos famosa, nas cidades a margem dos rios São Francisco, Paracatu, Jequitinhonha, Doce e Murici, peixes como curimatá, dourado, pacu, bagre, piau e, principalmente surubim e traíra consumidos em moquecas, fritos na brasa ou na forma mais tradicional, a paçoca, através de uma técnica indígena onde o peixe é frito e levado ao pilão para ser socado com farinha de milho ou mandioca até virar uma pasta úmida.

Biscoito de polvilho, broa de fubá com erva doce, curau, pamonha, canjica com leite, biscoitinhos de argolinhas mineiras, mentiras, pão de ló d’água, bolo de fubá e inhame e roscas variadas.

Um fato que chama a atenção é que o mineiro não tem o habito de tomar leite, costume que vem de séculos passados, onde se acreditava que o leite, assim como a manteiga fazia mal à saúde, motivo pelo qual o queijo, consumido fresco ou curado, sendo as variações mais conhecidas, minas (ou fescal), reino e do sino, se tornou tão popular no Estado. Outro habito dos mineiros é o de consumir muito café.

O triângulo mineiro é local de criação de gado de corte. Típica de Montes Claros é a carne serenada. Nas estâncias hidrominerais, Poços de Caldas e Guaxupé predominam os doces. Na Serra da Mantiqueira, em cidades com Monte verde e Gonçalves, as trutas são as estrelas.

Um ponto importante é que na culinária mineira, a fartura é um elemento importantíssimo.

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