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Posts Tagged ‘cabrito’

A culinária sofreu influencias dos índios, africanos e portugueses, Suas principais matérias-primas são os peixes, legumes ervas e raízes.

Conseguiu sua independência somente em 1799 sendo desmembrado de Pernambuco.

Da pesca vêm os peixes, as lagostas, o camarão e o caranguejo. Dos produtos cultivados temos a macaxeira, a batata-doce, o coco, o milho, o feijão, o arroz e a cana-de-açúcar.

Por no passado ter sido um grande distribuidor de couro, ficou por herança o uso da carne seca, pois assim, durava mais após o abatimento do gado somente para a venda do couro não sendo vendida a carne em grande escala.

Pratos típicos são a peixada, a lagosta cozida ou grelhada, o pargo no sal grosso, a panelada, o baião de dois, a carne de sol e o sarrabulho.

Na região costeira prevaleceram os pratos a base de peixe e frutos do mar, embora sejam consumidos pratos com carne de sol e galinhada. Entre os peixes há preferência pelo pargo e pelo serigado (perfeitos para a peixada). A peixada é servida com pirão de farinha de mandioca cozida no caldo feito com a cabeça do peixe. Com os peixes pescada-amarela, garoupa, cavala, robalo, guaiuba e o jupirá, alem da peixada é feita a uma sopa com cebola, pimentão, tomate e cheiro-verde. Quando fritos, são cortados em filés e cobertos com molho de camarão e tomate.

A lagosta, um ícone da culinária, é preparada de forma simples, a fim de preservar o seu sabor. O camarão é muito apreciado e é preparado de várias maneiras, camarão ao leite de coco, caldeirada ou mariscada e camarão frito ao alho e óleo. Com o caranguejo é feita a caranguejada, assim como as patinhas de caranguejo a milanesa, muito consumida nos bares da orla, juntamente com a ostra e  o siri.

Entre os doces e as sobremesas há bolo de milho, pé de moleque, muguzá, canjica e a tapioca.

Do interior do Estado vêm os pratos sertanejos, carne de sol com paçoca servida com macaxeira ou pirão de leite, o baião de dois, a galinha de cabidela, a galinha de capoeira e o capote (nome regional para a galinha d angola). Para acompanhar são servidos o cuscuz, a farofa do sertão ou farofa de cuscuz.

Outros pratos com temperos mais fortes e sabores acentuados o sarrabulho (um picadinho feito com as vísceras e o sangue do porco), na Bahia e em Pernambuco é chamado de sarapatel, o guisado de carneiro ou de cabrito, a buchada de carneiro ou de cabrito e a panelada. Para acompanhamento, arroz e pirão feito de ossobuco, vinha d alho, tomate, cebola, pimentão e cheiro-verde.

Na região do Cariri, onde estão as cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Santana do Cariri e Nova Olinda há um ingrediente que é utilizado para temperar tanto o arroz quanto a carne, o pequi (uma semente amarelada e de odor marcante, também comum em Goiás).

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Os elementos mais importantes da culinária gaúcha são: o charque, o chimarrão e o churrasco (feito de uma forma bem particular, onde, na planície tranqüila, o fogo aceso dentro de um buraco cavado na terra e em volta dele, em espetos fincados no chão, a carne é assada).

O Estado tem grande ligação com a criação de gado, onde a mais de dois séculos, distribuía para todo o território brasileiro e até mesmo para outros paises o couro do gado, a carne que sobrava era cortada em mantas conservada pelo processo de desidratação com o uso do sal grosso. Os carreteiros, distribuidores do couro pelo país uniam essa carne menos perecível com o arroz, fazendo assim surgir um dos pratos mais famosos do Rio Grande do sul, o arroz de carreteiro.

O charque (carne seca) é consumido também de outras formas, assado na brasa ou ao forno, acompanhado de mandioca, abóbora-moranga, feijão-verde e batata doce, além de farofa.Outro prato com charque é o entrevero, feito com pinhão, liguiça, bacon, tomate, pimentão e orégano.

A culinária gaúcha sofreu influências dos portugueses, espanhóis e indígenas. Dos índios veio a técnica do fogo de chão, pois colocavam a carne de caça e dos peixes em buracos feitos no chão e forrados com folhas verdes, terra e ramos, nos quais ateavam fogo, no calor da terra a carne era assada e ficava com o aroma despendido das folhas. Com a chegada dos portugueses e dos espanhóis, a carne começou a ser assada em espetos de madeira que com o passar dos anos foi substituído por espetos de ferro e mais tarde pelos de aço inoxidável.

Os gaúchos não apreciam somente a carne bovina, também consomem o espinhaço de ovelha, o cordeiro-mamão, cabrito e leitão, temperados apenas por sal grosso e assados na churrasqueira, porém a carne preferida deles é a costela bovina, acompanhada por farinha de mandioca. Outros pratos são o arroz branco, feijão mexido, o quibebe (purê de abóbora-moranga) e a paçoca de pinhão.

Com a chegada dos italianos, foram concedidos pequenos lotes, onde conseguiam plantar somente produtos para a subsistência, como milho, trigo e verduras, sendo impossível ter criações, a solução encontrada foi caçar passarinhos, os quais eram assados na brasa e servidos com polenta, o que originou o galeto al primo canto, que hoje é o frango abatido ao ‘‘primeiro canto’’ entre os 25 e 30 dias de vida. Outros pratos agregados a dieta do Estado foram o capeletti in brodo, o espaguete, o linguini e o radicchio com bacon. Aos italianos também é atribuída a disseminação do uso do alho, do tomate, da pimenta, do vinho e do limão, além da maionese e das saladas que servem de acompanhamento.

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