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Posts Tagged ‘bacalhau’

Uma festa popular é um ato de preservação das tradições de um povo. Um dos aspectos que mais caracterizam as tradições é a culinária. No Brasil não é diferente, cada Estado  tem a culinária específica para cada festa.

Janeiro

A Festa de Reis é comemorada em todo o país. Tradicionalmente, em comemoração a São Sebastião come-se bacalhau no Pará, na Bahia, no Ceará e no Maranhão.

 

 

 

 

Fevereiro

O Carnaval é comemorado de varias formas por todas as partes do país, os mais famosos são os comemorado no Rio de Janeiro e na Bahia. Na Bahia come-se filhoses, bolinhos de trigo com ovos e manteiga, escaldado em água fervente, depois frito e servidos com calda de açúcar, cravo, erva-doce e canela.

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                            

 Março/Abril

 É comemorada a Semana Santa, onde na sexta-feira da Paixão não se come carne vermelha, aumentando bastante o consumo de peixes, principalmente o bacalhau. No Espírito Santo come-se a torta capixaba que leva peixes e mariscos.

 

 

 

 

Maio

 A Festa do Divino Espírito Santo é comemorada em todo o Brasil. E Pirenópolis, GO é ser galinha, empadão goiano, arroz com pequi e leitão à pururuca. Em Diamantina, MG há pão de queijo, feijão de tropeiro e bolo de fubá.

 

 

                                                                                                                                                                                             

 Junho

Na Festa Junina, onde são comemorados alguns santos, são servidos diversos pratos a base de milho, muguzá doce e salgado, canjica, cuscuz, curau, pamonha, pé-de-moleque, doce de batata-doce, jerimum, arroz doce e bolos.

  

 

 

                                                                                                                                                                                                                                  

 Julho 

Em São Paulo, SP, mais especificamente no bairro da liberdade, bairro com a maior concentração de descendentes de japoneses, comemora-se a Tanabata Matsuri (a Festa das Estrelas).

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                 

 Agosto

Em São Paulo, SP, mais especificamente no bairro do Bexiga, bairro com a maior concentração de descendentes de Italianos, comemora-se a  Festa de Nossa Senhora da Achiropita onde come-se comidas típicas do sul da Itália, principalmente massas. No centro do Xingu, MT é realizada a maior festa indígena do Brasil o Quarup onde come-se peixes moqueado e mandioca.

 

 

                                                                                                                                                                                                              

 Setembro

 Em Porto Alegre, RS é comemorada a Semana Farroupilha com shows pratos e danças típicas. Em Alter do Chão, PA é comemorada a Festa do Sairé com pratos feitos com peixes da Região.

 

 

                                                                                                                                                                                                               

 Outubro

Na cidade de Belém, PA comemora-se o Círio de Nazaré onde é servido o pato no tucupi, a maniçoba, e o tacaca. Em Blumenau, SC é comemorada a Oktoberfest, onde são servidos o marreco com repolho roxo, eisben e kassler e muita cerveja. Em Itajaí, SC comemora-se a Marejada, na qual são apreciados o bolinho de bacalhau e a sardinha na brasa.

 

 

                                                                                                                                                                                                                 

 

 Novembro/Dezembro

 O final do ano trás o ciclo natalino, o qual é marcado pela presença do peru, do frango, do leitão, do pernil, das frutas cristalizadas ou secas, e o panetone em todas as Regiões do Brasil.

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A culinária carioca é muito marcada pela influencia portuguesa, através da utilização do bacalhau, os cozidos, os ensopados, caldos e iscas de fígado. O bacalhau é cozido, assado ou grelhado e tem por acompanhamento brócolis, azeitonas, cebola, grão de bico, batata, ovo cozido, arroz branco e pimentão, sendo o mais famoso o bacalhau a Gomes de Sá.

Dentre os cozidos, a dobradinha com bucho de boi e feijão-branco, o guisado de cordeiro cozido à portuguesa servido feijão-branco ou favas, o cassoulet (francês), o puchero (espanhol) e o próprio cozido português, o qual originou a feijoada carioca, a qual é sempre acompanhada por uma bebida bem brasileira, a caipirinha.

Nota-se a presença baiana nas moquecas de peixe, de camarão, de sururu, no vatapá e no angu.

No litoral sul, em Paraty e o peixe é preparado na folha de bananeira ou ensopado, com banana ou azul-marinho. Em Angra dos Reis o camarão casadinho, o arroz de polvo, a lula refogada, a sopa de aipim com camarão e o ensopado de cação. Nas demais cidades os pescados são acompanhados por farinha de mandioca (que em Mangaratiba é conhecida por farinha de tapioca e em Angra dos Reis pó farinha da terra), banana e abóbora. Em Mangaratiba ostras e siris são recheados.

Na região dos lagos encontramos o badejo, arraia, a barracuda, o cação, a carapeba, cherne, a corvina, a enchova, o peixe-espada, o namorado, o olho de boi, o pargo, o parati, a pescada, o robalo, a sardinha, o xaréu, a lula, o polvo, o mexelhão, a cavaquinha, a lagosta e o siri, quais são fritos ou assados com farofa ou servidos com molho ou em moquecas, caldeiradas, frigideiras e omeletes, acompanhados de farinha de mandioca, pirão ou banana.

Mesmo sendo uma cidade litorânea, Campo dos Goytacases tem preferência pela carne de gado bovina e suína, fritas ou ensopadas.

Nas áreas rurais aparecem o milho e o feijão.

Em São Pedro da Aldeia e Saquarema, consomem-se ovas de tainha. Em Araruama, o xaréu. Marica, a tainha. E em Macaé, camarão com chuchu.

No interior é forte a influência mineira, o tutu de feijão, carne bovina, suína e de aves. O churrasco e a carne de sol frita e acompanhada de feijão, arroz e farinha de mandioca também são encontrados.

Na região serrana, com influencia alemã e suíça, devido o frio, consome-se os pratos: fundue, eisben, salsichas e kassler, encontrados nas cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

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A culinária é muito parecida com a de outros estados, principalmente Pernambuco, já que até 1817 fez parte do território pernambucano.

Sua culinária tem influencia indígena, portuguesa e africana. Dos índios são usados cereais como o milho, raízes e tubérculos. Dos portugueses o azeite de oliva, o bacalhau, o vinho e as técnicas de preparo dos caldos, ensopados e cozidos. Dos africanos veio o gosto per ingredientes como o coco e a pimenta.

No agreste são usados o charque (carne seca), carne de capivara, e especialmente de bode, também são usados milho, feijão, arroz, farinha de mandioca, manteiga de garrafa, queijo coalho e manteiga do sertão.

No litoral a base das receitas são os pescados e água de coco. Entre os peixes estão a cavala, o badejo, a araboina, a cioba, a agulha, a carapeba, o olho-de-boi e o robalo, com os quais são preparados na pescada alagoana, sempre utilizando coentro legumes, acompanhado de mingau pitinga (um pirão de pupa – mandioca fermentada). Ainda com os peixes, são preparados moquecas, filé ao molho de camarão e fritadas, especialmente de agulha.

Os frutos do mar, camarão, lagosta, polvo, lula, marisco, siri, muçunim, taioba, siri do coral, sururu e caranguejo, os quais são cozidos ou fritos nas caldeiradas e ensopados. Para acompanhar, mingau pitinga e molho de pimenta. Outras receitas encontradas são a casquinha de siri, o frito misto (prato com camarão, lula e agulhas fritos), o catado de siri de coral, polvo ao molho de coco e siri capado.

No litoral norte, conhecido por Costa dos Corais, pratos como a lagosta com azeite de oliva, a moqueca e o camarão ao alho e óleo.

Das Lagoas de Mundarí e Manguaba, na região de Maceió e Marechal Deodoro, encontramos carapebas, camurins (robalos) e curimãs, além de camarões, os quais são servidos em fritadas, e “de cueca” (quando se deixa metade da casca), sendo o preferido o sururu, que é preparado de várias maneiras.

Nas proximidades das lagoas ficam os manguezais, onde encontramos siris, guaimuns, caranguejos uçá e moluscos como a taioba e o maçunim.

No Sertão do Agreste, são comuns as carnes de bode, carneiro, porco, galinha e boi, feitos em baião de dois, buchada de bode, sarapatel, carne de sol na brasa, galinha ao molho pardo, costelinha de carneiro grelhada, amarradinho, paçoca sertaneja e feijão de coco. Sendo acompanhados por pirão de leite ou de ovo.

Nas cidades ribeirinhas ao Rio São Francisco é comum o pitu (camarão de água doce), com o qual é feita a pituzada, na qual são colocados no molho de coco e servida com pirão e arroz.

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É a culinária mais famosa no país, foi versada, cantada e musicada, o que fez com que fosse divulgada pelo Brasil e até mesmo fora dele. Os pratos mais famosos são originários de Salvador (capital do Estado), do litoral e parte do Recôncavo, nestes locais, é obrigatório o uso de azeite-de-dendê, o que não é comum no interior do Sertão onde se encontra a maxixada, a carne de sol com pirão de leite, o feijão-verde com manteiga-de-garrafa, o queijo coalho, a buchada de bode, a rabada, o sarapatel e o capote.

Tendo sofrido influencias dos portugueses e dos indígenas, sendo no próprio território baiano, onde ocorreram às primeiras trocas de experiências culinárias entre os dois povos. Nativos experimentaram o arroz com presunto e o vinho, trazidos da Europa. Já os portugueses, o camarão e os peixes pescados pelos próprios indígenas.

Dos indígenas vem à utilização do aipim, o milho, e o preparo de peixes assados na folha de bananeira ou moquecados, além da paçoca de peixe ou de carne.

Os portugueses trouxeram o bacalhau, o tomate, o pimentão, o azeite de oliva e temperos como alho, cebola e salsinha. Também trazidos pelos portugueses, vieram produtos da costa africana como o dendê, o coco, o gengibre, as pimentas malagueta e da costa, leite de coco, quiabo e a banana. Trazidas pelos portugueses, como escravas, também vieram as cozinheiras, motivo pelo qual, a cozinha baiana tem maior ligação com a culinária africana.

Pratos como acarajé, vatapá e obará, trazidos pelas cozinheiras africanas, dantes oferecidos para os orixás, deuses das religiões africanas, foram adaptadas sendo acrescentados ingredientes locais como amendoim, feijão e o milho para que, assim, fossem mais bem aceitas pelo paladar de seus senhores. Outros pratos também adaptados por elas foram caruru, xinxim, ensopados, moqueca, arroz de houçá, bobó de camarão, abará, acaçá, lambreta, quindins e cocadas.

No litoral são comuns pratos que levam peixes e frutos do mar como a agulha frita, frigideiras de bacalhau, camarão e siri e aratuzada. Em Canavieiras, cidade do caranguejo, o crustáceo é cozido e servido inteiro. Em São Francisco do Conde encontramos arremate de sururu, moqueca de peixe na folha de bananeira e feijão-fradinho.O prato mais comum no litoral é a moqueca acompanhada por farofa de dendê ou pirão, adicionados de muita pimenta, condimento esse, encontrado em todo o estado.

No Sertão encontramos o baião-de-dois e a carne de sol, acompanhados por pirão de leite, aipim ou jerimum. A carne de bode também é muito apreciada e preparada de várias formas e é acompanhada de pirão, feijão-de-corda, fava, aipim, farofa, angu e arroz, sendo a sua versão mais elaborada a buchada.

Um doce típico é a cafofa, feito com a batata de umbu, açúcar, frutas variadas e coco.

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