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Posts Tagged ‘angu’

A culinária carioca é muito marcada pela influencia portuguesa, através da utilização do bacalhau, os cozidos, os ensopados, caldos e iscas de fígado. O bacalhau é cozido, assado ou grelhado e tem por acompanhamento brócolis, azeitonas, cebola, grão de bico, batata, ovo cozido, arroz branco e pimentão, sendo o mais famoso o bacalhau a Gomes de Sá.

Dentre os cozidos, a dobradinha com bucho de boi e feijão-branco, o guisado de cordeiro cozido à portuguesa servido feijão-branco ou favas, o cassoulet (francês), o puchero (espanhol) e o próprio cozido português, o qual originou a feijoada carioca, a qual é sempre acompanhada por uma bebida bem brasileira, a caipirinha.

Nota-se a presença baiana nas moquecas de peixe, de camarão, de sururu, no vatapá e no angu.

No litoral sul, em Paraty e o peixe é preparado na folha de bananeira ou ensopado, com banana ou azul-marinho. Em Angra dos Reis o camarão casadinho, o arroz de polvo, a lula refogada, a sopa de aipim com camarão e o ensopado de cação. Nas demais cidades os pescados são acompanhados por farinha de mandioca (que em Mangaratiba é conhecida por farinha de tapioca e em Angra dos Reis pó farinha da terra), banana e abóbora. Em Mangaratiba ostras e siris são recheados.

Na região dos lagos encontramos o badejo, arraia, a barracuda, o cação, a carapeba, cherne, a corvina, a enchova, o peixe-espada, o namorado, o olho de boi, o pargo, o parati, a pescada, o robalo, a sardinha, o xaréu, a lula, o polvo, o mexelhão, a cavaquinha, a lagosta e o siri, quais são fritos ou assados com farofa ou servidos com molho ou em moquecas, caldeiradas, frigideiras e omeletes, acompanhados de farinha de mandioca, pirão ou banana.

Mesmo sendo uma cidade litorânea, Campo dos Goytacases tem preferência pela carne de gado bovina e suína, fritas ou ensopadas.

Nas áreas rurais aparecem o milho e o feijão.

Em São Pedro da Aldeia e Saquarema, consomem-se ovas de tainha. Em Araruama, o xaréu. Marica, a tainha. E em Macaé, camarão com chuchu.

No interior é forte a influência mineira, o tutu de feijão, carne bovina, suína e de aves. O churrasco e a carne de sol frita e acompanhada de feijão, arroz e farinha de mandioca também são encontrados.

Na região serrana, com influencia alemã e suíça, devido o frio, consome-se os pratos: fundue, eisben, salsichas e kassler, encontrados nas cidades de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

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A cozinha mineira possui elementos que a tornam bem característica, o forno a lenha, a panela de barro, pedra sabão ou ferro. Sendo os pratos mais tradicionais o angu, o tutu de feijão, o frango ao molho pardo e, não podendo esquecer do prato mais característico do Estado, o pão-de-queijo.

Usa-se muito a couve, a cebola, a salsinha, ambos plantados no próprio quintal.

Tropeiros e garimpeiros trouxeram alimentos capazes de serem conservados como toucinho, farinha de mandioca, açúcar, feijão, milho e carne seca. A dieta então era composta de feijão cozido junto com a carne seca, misturados a farinha de mandioca, originando um dos pratos mineiros mais conhecidos, o feijão-tropeiro.

A culinária mineira tradicional surgiu em cidades onde havia a mineração, hoje cidades histórica, como Diamantina, Mariana, São João Del Rey, Tiradentes, Sabará, Ouro Preto, Santa Luzia.

Minas, porém, tem uma culinária menos famosa, nas cidades a margem dos rios São Francisco, Paracatu, Jequitinhonha, Doce e Murici, peixes como curimatá, dourado, pacu, bagre, piau e, principalmente surubim e traíra consumidos em moquecas, fritos na brasa ou na forma mais tradicional, a paçoca, através de uma técnica indígena onde o peixe é frito e levado ao pilão para ser socado com farinha de milho ou mandioca até virar uma pasta úmida.

Biscoito de polvilho, broa de fubá com erva doce, curau, pamonha, canjica com leite, biscoitinhos de argolinhas mineiras, mentiras, pão de ló d’água, bolo de fubá e inhame e roscas variadas.

Um fato que chama a atenção é que o mineiro não tem o habito de tomar leite, costume que vem de séculos passados, onde se acreditava que o leite, assim como a manteiga fazia mal à saúde, motivo pelo qual o queijo, consumido fresco ou curado, sendo as variações mais conhecidas, minas (ou fescal), reino e do sino, se tornou tão popular no Estado. Outro habito dos mineiros é o de consumir muito café.

O triângulo mineiro é local de criação de gado de corte. Típica de Montes Claros é a carne serenada. Nas estâncias hidrominerais, Poços de Caldas e Guaxupé predominam os doces. Na Serra da Mantiqueira, em cidades com Monte verde e Gonçalves, as trutas são as estrelas.

Um ponto importante é que na culinária mineira, a fartura é um elemento importantíssimo.

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É a culinária mais famosa no país, foi versada, cantada e musicada, o que fez com que fosse divulgada pelo Brasil e até mesmo fora dele. Os pratos mais famosos são originários de Salvador (capital do Estado), do litoral e parte do Recôncavo, nestes locais, é obrigatório o uso de azeite-de-dendê, o que não é comum no interior do Sertão onde se encontra a maxixada, a carne de sol com pirão de leite, o feijão-verde com manteiga-de-garrafa, o queijo coalho, a buchada de bode, a rabada, o sarapatel e o capote.

Tendo sofrido influencias dos portugueses e dos indígenas, sendo no próprio território baiano, onde ocorreram às primeiras trocas de experiências culinárias entre os dois povos. Nativos experimentaram o arroz com presunto e o vinho, trazidos da Europa. Já os portugueses, o camarão e os peixes pescados pelos próprios indígenas.

Dos indígenas vem à utilização do aipim, o milho, e o preparo de peixes assados na folha de bananeira ou moquecados, além da paçoca de peixe ou de carne.

Os portugueses trouxeram o bacalhau, o tomate, o pimentão, o azeite de oliva e temperos como alho, cebola e salsinha. Também trazidos pelos portugueses, vieram produtos da costa africana como o dendê, o coco, o gengibre, as pimentas malagueta e da costa, leite de coco, quiabo e a banana. Trazidas pelos portugueses, como escravas, também vieram as cozinheiras, motivo pelo qual, a cozinha baiana tem maior ligação com a culinária africana.

Pratos como acarajé, vatapá e obará, trazidos pelas cozinheiras africanas, dantes oferecidos para os orixás, deuses das religiões africanas, foram adaptadas sendo acrescentados ingredientes locais como amendoim, feijão e o milho para que, assim, fossem mais bem aceitas pelo paladar de seus senhores. Outros pratos também adaptados por elas foram caruru, xinxim, ensopados, moqueca, arroz de houçá, bobó de camarão, abará, acaçá, lambreta, quindins e cocadas.

No litoral são comuns pratos que levam peixes e frutos do mar como a agulha frita, frigideiras de bacalhau, camarão e siri e aratuzada. Em Canavieiras, cidade do caranguejo, o crustáceo é cozido e servido inteiro. Em São Francisco do Conde encontramos arremate de sururu, moqueca de peixe na folha de bananeira e feijão-fradinho.O prato mais comum no litoral é a moqueca acompanhada por farofa de dendê ou pirão, adicionados de muita pimenta, condimento esse, encontrado em todo o estado.

No Sertão encontramos o baião-de-dois e a carne de sol, acompanhados por pirão de leite, aipim ou jerimum. A carne de bode também é muito apreciada e preparada de várias formas e é acompanhada de pirão, feijão-de-corda, fava, aipim, farofa, angu e arroz, sendo a sua versão mais elaborada a buchada.

Um doce típico é a cafofa, feito com a batata de umbu, açúcar, frutas variadas e coco.

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Os primeiros colonizadores foram os bandeirantes com a descoberta do ouro na  região.  A união das culinárias dos bandeirantes e a nativa resultou no que hoje  conhecemos como culinária goiana. Dos mineiros e paulistas (bandeirantes) pratos a  base de feijão, carne seca e de porco. E o cardápio nativo, dos indígenas, a base de  milho e mandioca.

Na culinária goiana são aproveitados produtos típicos do cerrado como: guariroba e  principalmente o pequi (chamando assim a atenção pela cor amarela, aroma e sabor  forte) usado nas receitas de galinhada com pequi e arroz com pequi, além do açafrão,  muito usado nas cidades do sul do estado. A guariroba, um palpito amargo compõe  outro prato típico: o empadão goiano. Outros pratos encontrados são o arroz com suã  e o arroz Maria Izabel.

A carne suína é muito apreciada, a linguiça, o torresmo, o leitão á pururuca, a leitoa recheada, feijoada tradicional e a de feijão branco.

A carne seca com cebola, alho e mandioca compõem o quibebe goiano. Peixe de água doce com o preparo mais tradicional sendo feito na telha e acompanhados por pirão também fazem parte do cardápio.

O milho está presente no angu, cural, suco de milho verde, sopa e principalmente na pamonha, sendo a preferência goiana pela pamonha salgada recebendo até recheios como queijo e linguiça.

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A história de Pernambuco esta muito ligada ao açúcar, graças a sua terra propicia para  o cultivo da cana-de-açúcar, o que atraiu os olhares ambiciosos dos colonizadores,  ocupando-a com o desejo de cada vez mais produzir e lucrar com essa matéria prima  tão valiosa na época.

A culinária pernambucana recebeu influencias de elementos que compõem sua  população: dos africanos, o gosto pela pimenta, a utilização do azeite-de-dendê e coco;  dos indígenas o milho, a mandioca e a batata; dos portugueses herdou as técnicas no  preparo de cozidos e caldos.

Sua cozinha tem pratos criados tanto nas casas-grandes como nas senzalas, nas aldeias como nos mosteiros, na lida do sertão e também a beira-mar e pode ser dividida entre cozinha do litoral, composta por peixes e frutos do mar e a cozinha do interior do Estado, composta por carne de sol e de bode.

No litoral da capital Recife e da histórica Olinda são comuns a lagosta, o camarão, o marisco, o caranguejo, o guaiamum, o siri, o sururu, o aratu, o polvo, a ostra, e os peixes robalo, tainha, beijupirá, cavala, cioba, agulha entre outros, também são comuns os caldinhos de peixe. Com esses ingredientes são preparadas a moqueca, e as peixadas, tendo por acompanhamento o pirão, feito do caldo do cozimento do próprio pescado. Também feitos com os frutos do mar temos as fritadas e o baião de dois. Não esquecendo do camarão na moranga, e a tapioca.

No interior seus pratos possuem pouca variação entre o Agreste, a Zona da Mata, o Sertão e o Vale de São Francisco, sendo eles: galinha de cabidela, baião de dois (agora composto por feijão de corda, arroz, charque, e queijo coalho), dobradinha, carne de sol com manteiga de garrafa, chambaril (ossobuco), charque, mão de vaca, buchada de bode ou carneiro, bode guisado ou assado, cozido pernambucano, arrumadinho, feijoada, sarapatel, maxixada e rabada. Os acompanhamentos são arroz mexido, cuscuz de milho ou mandioca, inhame, feijão verde, macaxeira, jerimum, paçoca de carne seca com farinha de mandioca, manteiga de garrafa, angú salgado e xerém. Os pescados de água doce são aruá, carí, muçum e surubim.

Nos doces e bolos encontramos grande influencia portuguesa, com a utilização de frutas tropicais como goiaba, guarabiraba, jaca, jambo-roxo, mangaba, caju, carambola e araçá. Entre os seus doces e sobremesas temos a baba de moca, as cocadas, os bolos Souza Leão, os bolos de rolo e o pé-de-moleque, mas as sobremesas prediletas dos pernambucanos são a cartola (feita de banana frita, queijo coalho e polvilhada de açúcar) e queijo coalho com mel de engenho.

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